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Debate CDS/Chega. Meia hora de ofensas e águas totalmente separadas


Vinte e cinco minutos de insultos e exclusivamente isso. Assim foi esta quarta-feira, na CNN Portugal, o debate entre os líderes do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, e do Chega, André Ventura – o frente a frente mais agressivo de todos os que já aconteceram.

Os dois chegaram ao estúdio municiados de uma vasta gama de ofensas para dispararem um contra o outro. Ventura inventou uma designação para o CDS-PP – «a direita mariquinhas» – e repetiu-a vezes sem conta. Mas fê-lo juntando outras expressões, dirigidas tanto contra o líder centrista como contra o seu partido: «menino impreparado», «partido catavento», «a direita que não interessa».

Já Francisco Rodrigues dos Santos foi mais variado nos epítetos que dirigiu ao líder do Chega e ao seu partido. Um «rei da bazófia» que está «completamente enlameado por casos de corrupção», «populista crónico», «racista», autor de um programa eleitoral que é «um chorrilho de alarvidades». A ecoar ficou uma frase, que o líder do CDS-PP usaria no debate e depois repetiria cá fora aos jornalistas: «Um esquadrão de cavalaria à desfilada na cabeça de André Ventura não esbarra com uma única ideia.»


Sabendo que há riscos de o CDS-PP perder votos para o Chega, Francisco Rodrigues dos Santos chegou ao debate fortemente apostado em estabelecer um contraste máximo entre os dois partidos – que afinal até são ideologicamente vizinhos.

Colocou o seu partido como o legítimo representante dos católicos portugueses, afirmou-o firmemente dentro da democracia, assegurou que nada tem contra a vinda para Portugal de refugiados (pelo contrário, até disse que são necessários, disponibilidade a que Ventura responderia com um «mete-os em tua casa»).

E assim como afirmou a posição do CDS-PP, procurou também ir caracterizando o Chega como um «logro», denegriu a liderança de Ventura («os deputados regionais açorianos do Chega tratam-no como um inimputável») riu-se do seu muito proclamado catolicismo («escreveu que é o quarto pastorinho de Fátima, é ridículo»).

Já Ventura procurou também denegrir Francisco Rodrigues dos Santos pessoalmente, recordando que o líder do CDS-PP não aceitou pôr a sua liderança a votos contra Nuno Melo e erradicou totalmente o grupo parlamentar do partido. «O CDS de Paulo Portas teria vergonha deste CDS de Francisco Rodrigues dos Santos», acusaria ainda.

O seu esforço para roubar votos ao CDS-PP incluiu também recordar que um dia o partido governou coligado com o PS – algo que aconteceu em 1978 – e que, nesta legislatura, nas suas contas, votou ao lado do PS quase 1800 vezes no Parlamento (a este argumento, Francisco Rodrigues dos Santos responderia que o Chega deixou passar dois terços das propostas da extrema-esquerda, sendo que, no poder local, os autarcas do partido de Ventura já viabilizaram governações do PCP, segundo acusou).

Ventura, questionado, esclareceria ainda que só fará um acordo com o PSD se isso incluir militantes do Chega no Governo – se isso não acontecer, as propostas sociais-democratas serão vistas «caso a caso». Já Francisco Rodrigues dos Santos garantiria que o CDS-PP só terá um acordo com o PSD «caso a eutanásia [de que Rio é a favor] não avance».

joao.p.henriques@dn.pt



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