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Aumento de infetados pode prolongar processo de vacinação até ao verão


Quando o processo de vacinação começou há um ano, precisamente a 26 de dezembro de 2020, a grande dificuldade com que se deparou a task force para executar o plano desenhado era a escassez de vacinas e quando é que estas iriam chegar ao nosso país para se poder vacinar os quase 3 milhões de pessoas que integravam os grupos mais vulneráveis e de risco, desde idosos, doentes crónicos e profissionais de saúde, que precisavam de ser protegidos contra a covid-19 ainda durante o inverno. Agora, «a grande dificuldade é a própria infeção», admite ao DN Carlos Penha Gonçalves, o médico militar que assumiu a responsabilidade do Núcleo de Coordenação da Vacinação (NCV), após a extinção da task force liderada por Gouveia e Melo, atual chefe do Estado-Maior da Armada.

É que o aumento significativo de casos devido à elevada contagiosidade da nova variante do SARS-CoV-2 está a afastar diariamente milhares de pessoas da vacinação de reforço, ou porque ficam infetadas ou porque estão em isolamento profilático. Por exemplo, no caso das crianças dos 5 aos 11 anos, o grupo dos elegíveis é de quase 626 mil, mas 45 mil já foram eliminadas por terem contraído a doença nos últimos 90 dias, segundo divulgou a Direção-Geral da Saúde (DGS) nesta segunda-feira.

Para Penha Gonçalves este «é o grande problema que estamos a viver agora, tanto com os adultos como com as crianças, cujos números de infeção também têm vindo a aumentar», porque, explica, «em relação ao processo de vacinação, este já está muito dinâmico e oleado». O problema é que «a população elegível muda todos os dias, porque há milhares que deixam de poder ser vacinados porque foram infetados ou porque estão em isolamento». E perante uma situação destas «é impossível prever quantas pessoas temos para vacinar e durante quanto tempo». Especificando: «É preciso ter em conta que quem se infetou agora só daqui a cinco meses é que poderá receber a terceira dose – isto no caso de ter apanhado as vacinas de Pfizer, Moderna ou AstraZeneca. Se foi vacinado com a Janssen espera três meses para o reforço. Portanto, o processo poderá ir até junho ou mais.»

De acordo com o que referiu ao DN, o número máximo de pessoas acima dos 30 anos elegíveis para a dose de reforço que existe neste momento «é de 2,8 milhões, mas este é o número máximo de elegíveis, porque, ao certo, não sabemos quantos são, porque não sabemos quantos destes foram infetados ou ficaram em isolamento e não puderam vir à vacinação», reforça.

Recorde-se que Portugal teve ontem 33 340 novos casos de infeção, tendo chegado, na semana passada, a um número máximo nunca antes registado, 39 570 casos. A responsabilidade é da Ómicron, identificada na África do Sul há pouco mais de um mês, sobre a qual já se sabe que é mais contagiosa do que a Delta, mas menos grave. Na reunião que junta peritos e políticos, no Infarmed, na passada quarta-feira, os especialistas do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge anunciaram que as projeções que tinham apontavam para que o pico desta onda epidémica pudesse ser atingido nesta semana ou na próxima, com uma variação no número de infeções que poderia ir dos 40 mil aos 130 mil casos diários.

Fim da vacinação depende do fim da onda epidémica

Números antes nunca vistos e que fazem o responsável pelo NCV explicar que, agora, o atraso na vacinação só depende da infeção. «Em números redondos posso dizer que somos capazes de vacinar cerca de 500 mil pessoas por semana. Neste momento, temos já mais de 3 milhões acima dos 50 anos com a dose de reforço. Se olharmos para as pessoas acima dos 18 anos, faltam-nos uns cinco milhões para vacinar. Ora, se vacinarmos meio milhão por semana, o processo de vacinação ficaria concluído em dez semanas, mas se todos os dias há mais pessoas infetadas que não vão poder fazer a vacina, o fim da vacinação vai ser determinado pela onda epidémica. Se a onda parar no final de janeiro poderemos acabar no fim de junho, se a onda se prolongar por fevereiro e março o processo de vacinação vai prolongar-se mais, porque vamos ter de vacinar grupos de pessoas relativamente pequenos, durante bastante tempo», sublinha.



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